ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE PAULA FRASSINETTI
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Seminário internacional Qual Língua...

 

Data e Local

Quinta, dia 31 de outubro, 17h30. Auditório da ESEPF.

 

Programa

17.30 Manuais Escolares em Países de Língua Portuguesa
  Aracy Alves Martins: CEALE-NERA/FAE/UFMG
   
18.00 Educação Etnicorracial e Formação Inicial de Professores: uma análise crítica do discurso sobre o ensino da história e literatura afrodescendente e africana no Brasil
  Míria Gomes de Oliveira-Faculdade de Educação – UFMG, NERA/FAE-UFMG
   
18.30 Manuais didáticos de História no Brasil após a Lei 10.639/03
  Vanda Lucia Praxedes- NERA/FAE-UFMG, NEPEL/UEMG, NEPER/UEMG
   
19.00 A literatura infantil/juvenil  e a temática étnico-racial: possibilidades  para a inclusão
  Santuza Amorim da Silva- NEPEL/UEMG, NERA/FAE-UFMG, NEPER/UEMG
   
19.30 A Educação Literária na Formação de Professores
  Marta Martins- ESEPF- GPELL/Ceale-NERA/FAE/UFMG

 

Inscrição obrigatória on-line

 

Investigadoras

Prof. Doutora Aracy Alves Martins – GPELL/Ceale - NERA/FAE/UFMG

Prof. Doutora Míria Gomes de Oliveira – GPELL/Ceale - NERA/FAE/UFMG

Prof. Doutora Vanda Lúcia Praxedes – NERA/FAE-UFMG NEPEL/FAE/CBH/UEMG

Prof. Doutora Santuza Amorim – NERA/FAE/ UFMG NEPEL/FAE/CBH/UEMG

Dra. Marta Martins – ESEPF

 

Sobre as investigadoras e Resumos das intervenções

Aracy Alves Martins possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (1983), mestrado em Educação (1993) e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2000), com Pós-Doutorado realizado na Universidade do Minho, Portugal (2005). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação e Linguagem, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de leitores, leitura literária, formação de professores, escolarização e livro didático. Tem orientado pesquisas na área de Relações Raciais e Literatura Infantil e Juvenil.

Manuais Escolares em Países de Língua Portuguesa

Este trabalho apresenta uma pesquisa em rede – Língua e Literatura: relações raciais, diversidade sociocultural e interculturalidade em países de língua portuguesa –, que conta com pesquisadores integrantes do CEALE (Centro de Alfabetização Leitura e Escrita) e do NERA (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas), da Faculdade de Educação da UFMG, contando também com pesquisadores de outras universidades do Brasil e do exterior, com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Além de considerar dimensões estruturais de políticas governamentais, relativas à disponibilização de manuais escolares para escolas públicas, a pesquisa pretende desenvolver análises acerca dos discursos visuais e verbais, para o ensino de língua e de literatura, em manuais escolares de Português, em países de língua portuguesa, relativas às representações sobre as várias Áfricas, com evidente diversidade sociocultural e linguística, bem como às relações étnico-raciais (Gomes, Munanga, Silva & Rosemberg). Além da Análise de Conteúdo (Bardin), as reflexões serão fundamentadas em pressupostos da Análise Crítica do Discurso (Van Dijk), como contribuição para Cursos de formação de professores, conforme estabelecem as Leis brasileiras 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatório o estudo de História da África e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas, no Brasil, em todo o currículo escolar, especialmente em “Educação Artística, Literatura e História Brasileiras”.

Palavras-chave: Manuais Escolares; Relações Raciais; Diversidade Sociocultural; Diversidade Linguística; Interculturalidade

 

Míria Gomes de Oliveira fez graduação em Letras-UFMG, Mestrado em Linguística Aplicada - UNICAMP e Doutorado em Estudos Linguísticos (Análise do Discurso)-UFMG. É professora na FAE-UFMG, Coordenadora da área de Linguagens do PROEF II e do NEPPCOM. Interessa-se por pesquisas de formação inicial e continuada de Educadores, Interação, Inclusão, Discurso, Ensino/Aprendizagem de Línguas, Globalização, Letramento e Arte-Educação como possibilidade metodológica para um ensino transdisciplinar.

Educação Etnicorracial e Formação Inicial de Professores: uma análise crítica do discurso sobre o ensino da história e literatura afrodescendente e africana no Brasil

Passados nove anos da promulgação da Lei 10.639/03, e de sua atualização pela Lei 11.645/08, que estabelece o estudo da história, da cultura e da contribuição dos negros e dos indígenas para a História do Brasil, propomos, neste projeto de pesquisa, perceber como esses novos tópicos do currículo são vivenciados ao longo do curso de graduação e qual a visão do estudante da UFMG sobre essas determinações legais em sua formação inicial. De acordo com a lei supracitada, espera-se que os currículos das instituições de ensino superior contemplem a educação das relações étnico-raciais nas atividades ofertadas nos cursos de licenciatura. Nosso objetivo é analisar a visão dos futuros professores sobre o ensino da história e da cultura afro-brasileira e Africana, a partir das reflexões sobre discurso e racismo no mundo contemporâneo (Rosemberg & Silva, 2006; Dijk, 2008;), de estudos sobre estratégias discursivas de operação da ideologia (Dijk, 1983; Oliveira, 2000; Silva, 2007) e de estudos do campo da formação de professores (Silva, 2000; Munanga, 2005; Martins, 2011), dentre outros. Partindo do pressuposto de que na organização curricular dos cursos superiores destinados à formação de professores para a Educação Básica, a História e Cultura Afro-Brasileira são disciplinas obrigatórias, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História brasileiras, notamos a importância social de nossa pesquisa e propomos mapear estratégias discursivas de operação da ideologia diante de uma ação afirmativa no discurso de alunos matriculados no último ano dos cursos de Letras, Belas Artes e de História da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, através de entrevistas individuais gravadas em vídeo e através de questionário de pesquisa.

 

Vanda Lucia Praxedes é Doutora em História Social da Cultura. Professora da FAE/UEMG. Membro e Pesquisadora do Programa Ações Afirmativas, na UFMG. Autora e organizadora de livros e artigos sobre história do negro em Minas Gerais, Alforrias, Gênero, Educação. coordenadora executiva da pesquisa Práticas pedagógicas de trabalho com relações étnico-raciais na escola na perspectiva da Lei 10. 639/03, uma pesquisa para dar visibilidade às práticas pedagógicas realizadas por professores, coordenadores(as) pedagógicos(as) e gestores(as) de escolas localizadas nas cinco regiões do Brazil, que implementam trabalhos voltados para a efetivação de relações étnicorraciais democráticas e éticas.

Manuais didáticos de História no Brasil após a Lei 10.639/03

Neste texto apresentamos algumas análises de livros didáticos de História, aprovados pelo PNLD – Programa Nacional do Livro Didático, tendo como pano de fundo a análise da questão étnico-racial. O objetivo desta análise é observar como determinados livros, aprovados para distribuição nas escolas públicas do país, abordam os aspectos concernentes às questões étnico-raciais e em que medida procuram incorporar as recomendações da Lei 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino de História da África e das culturas afro-brasileiras na Educação Básica no Brasil e suas Diretrizes e do PNLD, no sentido de romper com os estereótipos e o racismo antes detectado nas pesquisas. Para essa análise, estamos utilizando as ilustrações e o modo como o texto e as atividades propostas no livro tratam os aspectos étnico-raciais. Este trabalho é parte da pesquisa em andamento, “Língua e Literatura: relações raciais, diversidade sociocultural e interculturalidade em países de língua portuguesa”, desenvolvida por pesquisadores integrantes do NERA (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas), CEALE (Centro de Alfabetização Leitura e Escrita) e Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Linguagens – NEPEL/UEMG e Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais – NEPER/UEMG. A atenção destinada a esse material se dá em virtude da sua importância como instrumento que pode impedir a alienação dos sujeitos que dependem dele para se informar e educar. Embora presente e definidor de currículos escolares, no que diz respeito à história do continente africano e de seu povo, estiveram praticamente ausentes até o advento da Lei, em 2003. E ainda hoje é possível encontrar abordagens que tratam de reforçar o que circula na mídia em relação a esse continente, isto é, uma imagem reduzida e quase sempre associada à situação de miséria, doenças, atraso e subdesenvolvimento, contribuindo, dessa maneira, para acirrar preconceitos, discriminação e desigualdades sociais que advêm dessas situações.

 

Santuza Amorim da Silva possui graduação em Estudos Sociais (História) pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/Extensão PUC/MG (1983), graduação em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1993), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997) e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2007). Atualmente é professora de educação superior dos Cursos de Pedagogia e do Mestrado em Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais. Pesquisadora do Prodoc (UFMG), do Curso de Pedagogia da Terra - Licenciatura do Campo (UFMG) e do Programa Ações Afirmativas (UFMG). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Métodos e Técnicas de Ensino, atuando principalmente nos seguintes temas: pesquisa educacional, formação de professores, sociologia educacional, práticas sociológicas de leitura.

A literatura infantil/juvenil e a temática étnico-racial: possibilidades para a inclusão

Em função da conjuntura criada pela lei 10.639/03 e das diretrizes, vivemos um momento profícuo no campo da produção editorial de obras literárias que buscam subsidiar o debate da temática étnico-racial. Produzidas sob o incentivo e supervisão de um programa de difusão de livros educacionais do MEC – Programa Nacional de Bibliotecas Escolares (PNBE), espera-se que as obras abordem a pluralidade cultural e corrijam distorções e equívocos já publicados sobre a história, a cultura e a identidade dos afrodescendentes. Este trabalho se atém ao estudo que tem por objetivo examinar de modo mais detido materiais de leitura que engendram práticas de leitura literária na escola e que desponta no contexto atual como um instrumento de denúncia do racismo, do preconceito e da exclusão social. Para a consecução desse objetivo apresentaremos algumas análises em torno de alguns livros que compõem os Kits de literatura afro distribuídos nas escolas da rede municipal de Belo Horizonte nos últimos anos, no sentido de caracterizar estas obras, a forma de abordar as questões afetas ao preconceito e à discriminação racial, entre outras. Trata-se, assim, de um estudo sobre as contribuições da literatura para uma educação plural e inclusiva no contexto do ensino fundamental.

 

Marta Martins é professora adjunta de Língua Portuguesa e Literatura para a Infância, na Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, no Porto. Licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, prestou Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em Língua Portuguesa e Literatura Infantil, na Universidade do Minho. É investigadora do projeto internacional de pesquisa em rede ”Ensinar qual língua, ler qual literatura?”- CALPES/AULP. Diversidade e interculturalidade nos países de Língua Portuguesa- CNPQ.

A Educação Literária na Formação de Professores

Se recordarmos o atual conceito de património cultural, subjacente à Convenção do Conselho da Europa, de Outubro de 2005, onde o valor do património aparece ligado à memória, à herança material e imaterial, à preservação do património herdado na sua relação com a criação contemporânea, parece-nos fundamental identificar o património literário com que crescemos e que continuamos a construir e que deveremos legar às nossas crianças e jovens. No caso da Formação de Professores, é urgente essa identificação, uma vez que é à Escola que está atribuída uma parte importante da formação das novas gerações. A Sociedade do Conhecimento exige o entendimento da diversidade, da aprendizagem, da criatividade, da sensibilidade artística, a capacidade de cada nova geração de acrescentar valor à riqueza que recebe das gerações anteriores. A cultura como realidade viva, liga a memória à modernidade. Eis por que razão é indispensável preservar e dar novo alento a um elo das culturas da língua portuguesa, como a cultura literária, e, dentro desta, à que forma as novas gerações de falantes da língua portuguesa no mundo, a que valoriza a dimensão estética da língua, potenciando a relação emocional com a tessitura do discurso: a literatura para crianças e jovens. Quais são, então, os textos que nos trouxeram temas e personagens que con¬vivem connosco ao longo da vida e que nos fazem sentir uma reconfortante segurança numa comunidade cultural? Aqueles textos que nos fazem sentir que temos elos de perten¬ça a uma determinada comunidade, que remetem para referências culturais comuns e que as palavras que os servem veiculam a mesma dimensão simbólica? Impõe-se, então, que se selecione um corpus literário representativo quer da matriz tradicional, quer da contemporaneidade, no que tem de aceitação pelo público e no que constitui inovação celebrada pelos meios académicos, de receção potencial por crianças e jovens. Creio que este é um problema comum a todos os sistemas educativos e que ganha aqui especial relevância se pensarmos que fazemos parte de um grupo de países que tem a língua e a cultura portuguesa como matriz referencial: Qual o corpus matricial da Literatura para a Infância e Juventude, que em cada país se considera como cânone comum a todos os níveis de escolaridade incluídos na Educação Básica?

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