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Este número da revista Saber&Educar marca a sua desmaterialização, o que representa sobretudo a preocupação de a fazer chegar a um número cada vez maior de leitores...
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Ese de Paula Frassinetti
Nota de abertura | Consultar artigos
Estudos sobre o processo de ensino-aprendizagem de línguas na Educação Pré-escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico têm vindo a assumir particular relevo no contexto educacional português. De facto, o ensino de línguas é potenciado pelas diferentes políticas educativas comunitárias, já que se acredita que o cenário pedagógico do ensino de línguas constitui um espaço privilegiado de promoção da diversidade linguística e cultural que enforma a União Europeia. Neste contexto, a língua materna dos aprendentes assume-se como particularmente relevante para a aprendizagem de (outras) línguas europeias.
Nos últimos anos, temos assistido a um grande avanço no que se refere a conhecimentos e práticas relacionadas com o processo de ensino-aprendizagem de línguas na Educação Pré-escolar e no 1º Ciclo do Ensino Básico. Este avanço deveu-se, em grande parte, à introdução do ensino de Inglês como Língua Estrangeira no 1º Ciclo do Ensino Básico, através da publicação do Despacho n.º 14 753/05 (2ª série), de 5 de Julho, que aprova o programa de generalização do ensino de Inglês neste nível de ensino, bem como o regulamento que define o regime de acesso ao financiamento do respectivo programa.
Concomitantemente, esta introdução na oferta do 1º Ciclo do Ensino Básico levou educadores, professores, investigadores e outros profissionais da educação a reflectir sobre a importância das línguas na formação dos aprendentes e, sobretudo, o seu papel na criação de futuros cidadãos conscientes e activos na sociedade cada vez mais globalizada que os circunda.
A colectânea de textos que a seguir apresentamos decorre da necessidade que sentimos enquanto professores e investigadores de sistematizar algumas ideias que defendemos relativas ao ensino de línguas em idade considerada precoce. Pretendemos ainda com esta publicação promover a partilha de pontos de vista e experiências, promovendo um espaço de reflexão conjunta sobre investigações relacionadas com este domínio a realizar no futuro. Este Caderno de Estudos é uma publicação que se insere nas actividades promovidas pela Unidade de Línguas e Culturas da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti.
Não poderíamos deixar de agradecer a colaboração dos professores e investigadores que participaram com empenho na elaboração desta publicação, contribuindo entusiasticamente com estudos que certamente enriquecerão o espólio investigativo da didáctica das línguas na Educação Pré-escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico.
Mário Cruz | Paula Medeiros
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Ao comemorar 45 anos de existência, a Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, como Escola de valores, saberes e de práticas, problematizou e ensaiou – no VI Encontro Luso-Brasileiro realizado em Outubro de 2008 – a partir dos múltiplos olhares disciplinares que foi erigindo, respostas sócio-educativas que articulam e integram, por um lado, a unidade e a diversidade humana num mundo globalizado, e por outro lado, uma nova cultura de aprendizagem baseada na autonomia, na cooperação e na solidariedade.
No referido encontro, com a participação de especialistas das instituições Doroteias em Portugal (Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti) e Brasil (Faculdade de Filosofia de Recife) procurou-se responder a algumas perguntas-guia:
• Sobre que fundamentos construir uma relação educativa que leve em conta a heterogeneidade e a complexidade de pessoas portadores de culturas?
• Em que medida os novos saberes e práticas desenham processo educativos respeitadores da diversidade humana?
• De que maneira a intervenção educativa harmoniza e promove o diálogo de diferentes com dinâmicas de inclusão?
José Luís Gonçalves
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Os artigos que compõem este Caderno de Estudos nasceram de um domínio formativo estruturante na Pós-graduação em Supervisão Pedagógica que o Prof. Laureano Silveira protagonizou: a Dimensão Cultural do Supervisor (e da Supervisão). Perspectivada de diferentes ângulos, compreendida através de tantas aproximações à problemática da relação entre Cultura e Educação, a Dimensão Cultural é, aqui, concebida no seu sentido antropológico mais amplo, de educação para o desenvolvimento humano, para a liberdade e para a cidadania, sustentada epistemologica e metodologicamente pela Supervisão Pedagógica, enquanto teoria e prática que visa contribuir para a construção de uma profissionalidade docente, concebida e realizada num quadro de complexidade e de pensamento sistémico, junto dos profissionais de ensino e das organizações-escola em que trabalham e onde devem ajudar a construir projectos educativos que sejam verdadeiros projectos culturais.
A Dimensão Cultural, que resulta de uma concepção do supervisor de cunho muito próprio, não foi, nem podia ser, concebida e pensada de forma a aumentar a cultura dos seus destinatários, no sentido objectivante e de conteúdos da questão. Ao invés, e como se poderá constatar na leitura deste caderno dedicado à Supervisão Pedagógica, pretende, antes, contribuir para uma tomada de consciência da sua importância na estruturação do Eu, na capacidade imaginativa e criativa e, do mesmo modo, levar a compreender que a cultura não se reduz a um ou mais conteúdos curriculares, mas antes se constrói na vivência e no compromisso, com e através de pessoas, obras, formas de pensar, viver agir e sentir, diálogos..... Em síntese, abertura ao outro e curiosidade perante o mundo e a vida.
Daniela Gonçalves