Departamento de Formação em Educação Especial e Psicologia

Pós-Graduação em Educação Especial
1° Semestre Modelos de Avaliação e Intervenção nas Perturbações do Domínio Cognitivo
Objetivos de aprendizagem
Dominar o processo de desenvolvimento, centrado nos primeiros anos de vida, caracterizado pela variabilidade e plasticidade do sistema nervoso - bases neurobiológicas. Compreender a importância da intervenção precoce, numa perspetiva sistémica de família, promovendo a interação escola-família. Dominar os conceitos teóricos básicos referentes aos défices cognitivos, desde etiologia, graus, características desenvolvimentais e necessidades específicas. Analisar e compreender as características das crianças e população com défice cognitivo, nos seus modelos e fatores contextuais influentes. Selecionar instrumentos e recursos a utilizar na avaliação compreensiva das competências da população com défice cognitivo. Analisar e compreender os programas e modelos de intervenção na população com défice cognitivo. Selecionar estratégias e recursos a utilizar em práticas pedagógicas diferenciadas e a desenvolver em ambientes inclusivos.

Conteúdos programáticos
Fundamentos da Intervenção Precoce: bases neurobiológicas e plasticidade do sistema nervoso. Implicações e etapas na configuração dos Programas de Intervenção Precoce. Identificação dos fatores etiológicos relacionados com a génese de problemas cognitivos. Desvios/défices no desenvolvimento cognitivo da criança. Conceito de Deficiência Intelectual e Desenvolvimental e principais patologias associadas (T21; X Frágil; SFA, S. Williams, etc.). Caracterização dos défices cognitivos: alterações específicas nos diversos domínios e processamento de informação. Implicações pedagógicas decorrentes de défices ou disfunções no plano cognitivo. Diagnóstico e metodologias de análise comportamental e análise cognitiva de tarefas. Planificação e programação face aos dados colhidos no processo de referenciação das problemáticas com défice cognitivo.

Avaliação
As aulas teóricas destinam-se aos momentos de exposição oral, de conteúdos mais específicos dos diversos conceitos. Serão intercaladas com metodologias teórico-práticas onde se conjugarão métodos ativos e expositivos por parte do docente e dos estudantes através da exposição das suas ideias, debates, análise de documentos, visualização e discussão de filmes e/ou documentários, num processo de trabalho individual e/ou em grupo, visando também a promoção das relações interpessoais. São contempladas ainda orientações tutoriais para estimular a reflexão crítica, aprofundar o domínio científico numa perspetiva mais individualizada e desenvolver uma postura ética adequada nas observações e análise de trabalho de campo, através de casos práticos dos diversos contextos profissionais, comparando e aplicando conhecimentos. Participação nos debates feitos durante as aulas (20% da avaliação final), trabalho individual escrito (80% da avaliação final).

Bibliografia
Capovilla, A. (2007). Contribuições da neuropsicologia cognitiva e da aval. neuropsicológica à compreensão do funcionamento cognitivo humano. Cad.Psicopedagogia, 6(11), 00. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php Robert L. & Kenneth D., (Ed.). (2016). Cross-Cultural Quality of Life: Enhancing the Lives of People With Intellectual Disability. AAIDD. ISBN: 978-0-9965068-4-7 Lima, C. (Coord.). (2015). Perturbações do neurodesenvolvimento. Lisboa:Lidel. ISBN 978-989-752-152-2. Mcwillian, R.(2012).Trabalhar com as Famílias de Crianças com NEE. Porto Editora. ISBN: 978-972-0-34520-2. Morato, P. & Santos, S. (2007). DID. A mudança de paradigma na concepção da deficiência mental. Revista de Educação Especial e Reabilitação. ISSN 1646-1819 Santos, S. & Morato. P. (2012). Acertando o passo! Falar de deficiência mental é um erro: deve falar-se de dificuldade intelectual e desenvolvimental (DID). Por quê? Rev. Brasileira de E.E., 18(5), 3-16. https://dx.doi.org/10.1590/S1413-65382012000100002