Departamento de Formação em Educação Social

Mestrado em Intervenção Comunitária
1° Semestre Antropologia Social e Cultural
Objetivos de aprendizagem
- Favorecer um domínio integrado de conceitos fundamentais da antropologia social e cultural. - Compreender, através da leitura orientada, problemáticas antropológicas patentes em contextos de risco à luz da educação social e orientadas para a intervenção comunitária. - Saber interpretar, a título exemplificativo, a metodologia antropológica aplicada a casos de estudo na área de interesse do/a estudante, identificando este/a nomeadamente o método etnográfico e a observação participante neles implicados. - Construir, a partir dos diversos contextos de risco, um sujeito/objeto de estudo da condição humana para efeitos de desenho de intervenção comunitária.

Conteúdos programáticos
1. Estatuto da antropologia social e cultural no âmbito das ciências sociais e humanas: intencionalidades epistemológicas, temas clássicos e práticas de investigação. 2. O conceito operacional de cultura(lidade): teorias, linguagens, logos e mythos; o binómio identidade/alteridade. 3. Dinâmica social: cidade-mundo, globalização e mobilidade. Espaços de hospitalidade, (des)encontro, sedentarismo e nomadismo. 4. Vulnerabilidade, marca antropológica fundamental: ciclos de vida e experiência dos limites/limiares, sofrimento e busca de sentido. 5. Antropologia do Espaço e condição humana na cidade: reconhecimento, intimidade, socialidade e solidão. 6. Problemáticas antropológicas emergentes: novas reconfigurações de familia; velhice; comunidades de passagem; a metáfora do corpo; re-simbolização religiosa da vida; antropologia da Dádiva . . .

Avaliação
Estruturadas a partir de uma variabilidade didática, as sessões compreendem, entre outras possibilidades: a análise crítica de estudos de casos, numa linha antropológica; através do debate de temas emergentes, favorecem a problematização da condição humana que emerge nas situações-limite narradas na voz ativa ou passiva e/ou com recurso a meios tecnológicos; permitem a partilha das sínteses das leituras temáticas orientadas de artigos/livros de referência na área de interesse do estudante. A estratégia avaliativa assenta, por um lado, na participação crítica do estudante nos debates promovidos nas sessões (20%) e, por outro lado, no trabalho temático escrito que defenderá no final do semestre (80%).

Bibliografia
CARVALHO, A. D. (2012). Antropologia da Exclusão ou o Exílio da Condição Humana. Porto: Porto Editora. ISBN: 978-972-0-34861-6. CLAVEL, M. (2004). A sociedade da exclusão. Compreendê-la para dela sair. Porto: Porto Editora. ISBN: 972-0-34854-2. GONÇALVES, J.L. (2012). "Dádiva, reciprocidade e reconhecimento: por um novo vínculo social." In Paula Cristina Pereira (org.) Espaço público. Variações críticas sobre a urbanidade. Porto: Ed. Afrontamento. GONÇALVES, J.L & BRANDÃO ALVES. (2008)."Que rosto de lugar público na cidade competitiva?" In Filosofia e a Cidade, Porto: Campo das Letras. ISBN 978-989-625-353-0 __ (2007). "Invisibilidade e Reconhecimento: a construção da literacia moral em Pedagogia Social". Cadernos de Pedagogia Social n. 1. Lisboa: U. Católica Editora, pp. 83-104. ISSN 1646-7280.